Sobre esta Campanha
Minha luta não é contra a mãe da minha filha. Minha luta é para continuar sendo pai.
Nunca imaginei que precisaria pedir ajuda para exercer um direito tão básico: conviver com a minha própria filha.
Nos últimos anos, enfrentei uma batalha extremamente dolorosa. Na minha percepção, fui vítima de constantes ameaças, agressões verbais, abuso psicológico e de um processo de alienação parental que me afastou completamente da minha filha por cerca de um ano. Mesmo após conseguir restabelecer o contato por decisão judicial, novas acusações foram apresentadas, interrompendo novamente nossa convivência.
Tudo o que desejo é participar da vida da minha filha: acompanhá-la na escola, cuidar quando estiver doente, comemorar suas conquistas, protegê-la, abraçá-la, orientá-la e vê-la crescer sabendo que sempre teve um pai presente, amoroso e disposto a fazer qualquer coisa pelo seu bem-estar.
Em diversas ocasiões, minha filha demonstrou sofrimento com toda essa situação, chegando a chorar diante das mudanças entre as casas. Assistir a isso sem poder agir é uma das maiores dores que já vivi.
Acredito que os direitos conquistados pelas mulheres, fruto de décadas de luta e que merecem absoluto respeito, existem para proteger vítimas reais de violência e injustiça. No entanto, também acredito que, quando esses mecanismos são utilizados de forma indevida, pessoas inocentes podem ser profundamente prejudicadas. É exatamente isso que sinto estar vivendo: uma sucessão de acusações que contesto, que afetaram minha imagem, minha saúde emocional e, principalmente, o meu vínculo com minha filha.
Mas esta campanha não existe apenas para me ajudar.
Ela também representa uma causa maior.
Quero transformar a minha dor em voz para milhares de pais e filhos que vivem situações semelhantes e, muitas vezes, sofrem em silêncio. Homens que desejam apenas exercer a paternidade, conviver com seus filhos, participar da criação, buscar a guarda compartilhada ou, quando necessário, até mesmo a guarda unilateral, sempre pensando no melhor interesse da criança.
Infelizmente, existem casos em que crianças acabam sendo envolvidas em conflitos entre os pais e utilizadas como instrumento dentro dessas disputas. Quando isso acontece, quem mais sofre são justamente aqueles que deveriam ser protegidos: os filhos. O resultado são famílias destruídas, crianças emocionalmente abaladas, pais afastados e danos psicológicos que poderiam ser evitados.
Meu objetivo é colocar a cara a tapa e mostrar que essa realidade existe. Não para atacar mulheres, nem para diminuir as lutas legítimas de quem realmente precisa da proteção da lei, mas para lembrar que a Justiça deve sempre buscar a verdade, ouvindo ambos os lados e protegendo, acima de tudo, o interesse das crianças.
Muitos pais sentem que começam essa caminhada em enorme desvantagem. Frequentemente, dependem exclusivamente das decisões judiciais e da boa vontade de pessoas que acreditam em sua palavra para conseguirem manter o vínculo com seus filhos. Essa sensação de impotência faz com que muitos desistam, mesmo amando profundamente seus filhos.
Eu me recuso a desistir.
Além dessa batalha judicial, também sou responsável pelos cuidados da minha mãe, diagnosticada com Doença por Corpos de Lewy, Alzheimer e Parkinson. Trabalho diariamente e realizo serviços extras, mas os custos advocatícios, perícias, deslocamentos e demais despesas do processo se tornaram maiores do que consigo suportar.
Por isso, estou criando esta vaquinha.
Todo o valor arrecadado será destinado exclusivamente às despesas relacionadas aos processos judiciais e à defesa do meu direito de conviver com minha filha.
Como forma de transparência e respeito a cada pessoa que decidir me ajudar, todas as despesas serão disponibilizadas por meio de um link em nuvem, contendo comprovantes e documentos dos gastos, para que qualquer apoiador possa acompanhar como cada contribuição está sendo utilizada.
Se você puder contribuir, independentemente do valor, estará ajudando não apenas um pai a continuar lutando pela própria filha, mas também apoiando uma causa que busca dar visibilidade a tantas outras famílias que vivem essa mesma realidade.
E, se não puder contribuir financeiramente, compartilhar esta campanha já será um gesto de enorme valor.
Meu maior sonho não é vencer um processo.
É poder olhar para minha filha no futuro e dizer, com a consciência tranquila, que jamais desisti dela.
Porque um pai de verdade não mede esforços para estar presente na vida de um filho.
Enquanto houver esperança, continuarei lutando.
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