Sobre esta Campanha
Meu nome é Neuza, tenho 72 anos. A vida inteira trabalhei como costureira, costurando sonhos que não eram meus — vestidos de noiva, fardas de escola, cortinas para casas que nunca foram a minha. Sempre fiz com carinho, com paciência, com esperança. Nunca reclamei da vida, mesmo quando ela me cobrava mais do que eu podia dar.Hoje, meus joelhos doem só de levantar da cama. Minha pressão sobe do nada, e o coração vive acelerado. O médico disse que eu tenho que tomar cinco remédios por dia, mas às vezes só consigo comprar dois. O dinheiro da aposentadoria mal dá pra comer e pagar a luz. Quando o preço dos remédios sobe, eu fico sem. Fico torcendo pra Deus segurar minha saúde mais um pouco.Moro sozinha. Meu filho mora longe, e os vizinhos também têm suas batalhas. Às vezes passo dias sem falar com ninguém. A solidão é um tipo de dor que não tem receita.Outro dia, sentei no banco da praça com tontura. Um moço veio me ajudar. Perguntou se eu precisava de uma ambulância. Eu disse que não — que só precisava de um remédio que o posto não tinha e que a farmácia estava cara demais. Ele ficou sem saber o que dizer. E eu só queria desabafar.Eu não escrevo isso pra pedir pena. Só queria que alguém soubesse. Que sou uma senhora chamada Neuza, que trabalhou a vida inteira e agora vive esquecida, como se fosse uma peça velha de roupa guardada no fundo de uma gaveta.Só queria o direito de envelhecer com dignidade. Só queria meus remédios.
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